Gauchão: INTER 2 x 2 Novo Hamburgo - Crônica


Final do #Gauchão2017 com a legítima cara de Gauchão - dos melhores tempos. O melhor time da "Capital" de um lado e o melhor time do "Interior" de outro. Jogo duro, brigado, muito disputado e com igualdade no final dos 90 minutos. E como não há gol qualificado na final, fica tudo para a segunda e derradeira partida.

Pode-se dizer que o jogo começa 0 a 0. De fato é plausível a afirmação, contudo, no primeiro jogo o Inter de Antonio Carlos Zago já começou em desvantagem. Jogou apenas um tempo e mesmo assim conseguiu igualar a desvantagem. Isto por que o teimoso e retranqueiro treinador insiste em iniciar os jogos com 3 volantes.

Tratando-se de jogo em casa, frente a 43 mil Colorados é inconcebível. Teve que acontecer o pior, ficar em desvantagem, sem o volume de jogo e pressão necessária para controlar a partida para então vermos a modificação que acertou o time. Se a intenção era estancar os contra ataques do Novo Hamburgo com os 3 volantes, já vimos que não funcionaria. Constatação antes dos primeiros 15 minutos de jogo. Então ficava claro que não seria no restante da partida que o time se encaminharia.

E para piorar não víamos quase nada de jogadas trabalhadas e criação no meio campo. D'Alessandro isolado e bem marcado, acabou a armação do Inter. No ataque apenas Nico López se desdobrava. Carlos ficou muito abaixo e não foi o substituto de Brenner que esperávamos.

Depois do gol o Novo Hamburgo se fechou um pouco mais. Aí apareceu espaço para os volantes, que deu a sensação de que o time dominava, mas não foi bem assim. O adversário recuou e esperou o quase inoperante meio e ataque Colorado. Normal para uma equipe que está jogando fora de casa e abre o placar.

Na segunda etapa, já com o time mais equilibrado vem o empate em lance de sorte. Mas se não estivesse alí, martelando não teria conseguido. Então o empate foi fruto do trabalho Colorado. Tanto é que depois, mesmo com toda marcação adversária, D'Alessandro e Nico fazem uma brilhante jogada que culmina no golaço.

Os gols sofridos demonstram a fragilidade do sistema defensivo Colorado. Mesmo que se diga que o forte do ataque do Novo Hamburgo seja a bola aérea, não podemos tomar dois gols pelo alto. No primeiro, o jogador estava sem marcação nenhuma. Subiu para cabecear e ainda disputou com um companheiro para ver quem fazia o gol. No segundo gol, após o primeiro desvio ficou aquela indecisão, um deixou pro outro, o outro deixou pro um e o adversário marcou.

O que mais preocupa nisso, é que já são 3 jogos consecutivos que se sofre gol quase na mesma circunstância. Assim, pode dar margem para a famigerada zaga da temporada passada ter nova chance. O que pioraria ainda mais a situação.

Falando nisso, o que está acontecendo com os goleiros do Internacional ? ¿ ? É muita falta de sorte e planejamento. Citando apenas os fatos ocorridos neste jogo, creio que não haveria necessidade da saída do goleiro naquele lance se a zaga transmitisse mais confiança. Claro que ainda lhe falta certa experiência, pois falhou feio no segundo gol, saindo desesperadamente sem encontrar nada. Torceremos para que no decorrer da semana Marcelo Lomba consiga progredir na sua recuperação e esteja o mais apto possível para o jogo decisivo.

Torceremos ainda mais para Zago não inventar na escalação e no decorrer da semana já tenhamos a certeza de que não jogará com três volantes. Se bem que, se em casa foi assim, imagina fora valendo a Taça. Mas verdade seja dita: Se já não é fácil montando uma equipe equilibrada, imagina quando o técnico facilita para o adversário.

Saudações Coloradas.

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Gauchão: INTER 2 x 2 Novo Hamburgo - Crônica Gauchão: INTER 2 x 2 Novo Hamburgo - Crônica Reviewed by #BrunoRodrigues on 00:03:00 Rating: 5

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