Fórmula 1: GP da Bélgica
Após as férias de inverno, a Fórmula 1 retorna e em grande estilo, no circuito preferido dos pilotos e que sempre reserva emoções. Todavia, nessa temporada foi diferente, pois a Mercedes resolveu trocar peças do carro de Hamilton e este largou na última fila, por conta das punições. Assim, Rosberg tinha caminho livre para mais uma vitória e a possibilidade de diminuir consideravelmente a vantagem do companheiro no mundial de pilotos. O alemão venceu fácil, mas não contava com a super-recuperação de Hamilton, que ofuscou sua vitória.
Na largada, muitos toques e toda classificação e planejamento jogado fora, principalmente para Ferrari. Verstappen não largou bem e ao dividir a primeira curva com as Ferraris tocou em Kimi e somado com o contorno fechado de Vettel, tocaram-se e deram adeus a possibilidade de pódio. O mais prejudicado foi o finlandês, pois ficou espremido e não teve o que fazer. Verstappen poderia ter segurado um pouco e Vettel feito a curva mais aberta, mas preferiu arriscar e se deu mal - novamente. Rosberg por sua vez, passou ileso.
O fato que mudou completamente o andamento da corrida foi o acidente de Magnussen. O dinamarquês perdeu o controle da Renault Eau Rouge e bateu violentamente. Safety car na pista e posteriormente bandeira vermelha (os fiscais tiveram dificuldades para reconstruir a proteção de pneus), com paralisação de 20 minutos.
Riccardo fez uma corrida burocrática. Quando parecia que poderia ameaçar, resolveu poupar pneus e se contentou com o segundo lugar. No mesmo tocante foi o desempenho da Force Índia. Sem a RBR de Verstappen e os carros da Ferrari, abocanharam o quarto e quinto lugar. Ultrapassaram a Williams e assumiram a 4ª colocação no mundial de construtores.
Destaque para o 7° lugar de Alonso, que largou em último (sem marcar tempo na classificação) e se aproveitou da Bandeira Vermelha para ganhar posições. De equipe desacreditada, a McLaren já está andando na primeira metade do pelotão. Apenas a Sauber que não mostra nenhum poder de reação ou de melhora. Quando falam em alguma melhora, as outras equipes renderam o dobro.
A mesma estratégia de Alonso foi usada por Hamilton. A Bandeira Vermelha deu ao piloto da Mercedes a possibilidade de brigar pelo pódio. E assim ocorreu, frustando Rosberg, que poderia até assumir a liderança, caso vencesse e o companheiro não marcasse ponto. Mas assim são as corridas de Fórmula 1, imprevisíveis. Claro que o piloto conta com muita sorte, pois tudo conspira a seu favor. Se divide uma curva, o adversário vai fora ou tem o carro danificado; se larga na última fila, tem red flag e ganha várias posições. Imagina o que se passa na cabeça de Rosberg, que luta, briga, vai no seu limite e não consegue superar o companheiro.
Os brasileiros seguiram sua sina: Massa largou em 10° e ali concluiu a prova, sem adversário direto foi só conduzir à bandeirada final. Felipe Nasr, apesar de ter ganho muitas colocações na largada, perdeu tudo logo em seguida em razão de um pneu furado. No fim, terminou em 17º, último dentre os que completaram a prova.
A próxima etapa é no próximo fim de semana, como GP da Itália, no magnífico circuito de Monza.
Fórmula 1: GP da Bélgica
Reviewed by #BrunoRodrigues
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03:32:00
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