Brasileirão: Inter 0 x 1 Vitória - Crônica


A previsão de que nesta rodada os comandados de Celso Roth encontrariam um alento, não era nem um pouco exagerada, ainda mais que o próximo jogo será contra o "lanterna" e duas vitórias seguidas poderiam representar muito nessa "caminhada". Mas, como citamos no Pré Jogo, temos os fatores extras e a imprevisibilidade, e isto fez a diferença, mais uma vez.

Começamos pelos tais imprevistos. Primeiro a estréia de Argel como técnico do Vitória. Ele conhece bem o grupo Colorado e sabe quais são as poucas peças que poderiam complicar mais seu time. Foi simples anular o Inter, mesmo com jogadores muito menos qualificados. E ao contrário do que víamos, quando ainda comandava o Clube do Povo, não foi retranqueiro. Atuou com 3 atacantes e só tirou um nos momentos finais da partida, reforçando o meio campo com mais um volante e garantindo a vitória para seu novo clube.

Só imagino a satisfação de Argel ao vencer seu ex-clube, sendo que a cada frase, nas coletivas pré e pós jogo, relembrava que das 7 vitórias do Inter no Brasileirão, 6 foram conquistadas em seu comando. Então questiona-se o motivo do ex-técnico ao agir assim enquanto comandava o Inter. Ao sair ganhando retrancava o time. Ao sair perdendo não havia forças para buscar o empate - quem dirá a vitória. A resposta é simples: no Inter tem quem mande, e o técnico está ali somente de fantoche. O problema é que, quem manda, não entende nada de futebol. Tanto é que a lógica atual é mesma: sai ganhando (vide jogo passado) leva a virada, sai perdendo (este jogo e vários outros) o psicológico pesa e blá, blá, blá...

Claro que temos os fatores conhecidos, que levam a citada imprevisibilidade. Escalação de Geferson ao lado de Paulão e Ernando, Sasha na vaga de Seijas, Gustavo Ferrareis que nada fez - outra vez, etc... Assim fica difícil, com Eduardo, Ceará, Eduardo Henrique no banco e outros que nem relacionado foram.

No início citei Caminhada, pois foi justamente o que vimos ontem. O time caminhava em campo, mesmo com apoio incondicional da torcida. Esta por sinal, apoiou além do esperado, só vaiando no terço final da partida uma inútil troca de passes no campo defensivo, enquanto todo time do Vitória estava retraído na defesa. Completamente compreensível - e necessária - a cobrança ao término da partida. O Beira Rio já não é um diferencial. Jogar em casa ou fora, não faz diferença para um time sem vontade de vencer.

A marcação do adversário era tão óbvia que não se sabe como o meio e ataque deixaram-se dominar tão facilmente. Muito menos a defesa, que tomou o gol em jogada ensaiada e pessimamente executada pelo adversário. Pior mesmo só o tempo de bola de Geferson, que entregou mais uma e o Inter perdeu mais uma. Até quando ? ¿ ?

Marcação na saída de bola do adversário, não se viu. Jogada trabalhada e imposição física e técnica, menos. Indignação e compromisso com a Camisa, nem se fala. Pior mesmo é saber que essa palhaçada não acontece em outros clubes - independente do tamanho e tradição. Após o gol sofrido, acordaram, mas continuaram cochilando. Mesmo avançando as linhas era bola pro lado, cruzamentos mal executados, sem sufoco e sem pressão suficiente para complicar ou preocupar o goleiro adversário.

Agora o time tem uma turnê fora de casa e Ceso Roth já anunciou que precisa de mudanças. Só agora que conseguiu ver ou foi uma indireta para a diretoria ? ¿ ? Como quem diz: eu sei que da forma como vocês querem ($$$$$$$) não tem salvação. Deixem eu trabalhar, por favor ! ¡ !

Se o Inter não quer se ajudar e não fizer por si mesmo fica complicado, pois os adversários não vão ter compaixão. Também não esperem que o acaso vá resolver os problemas do time. Façam o mínimo necessário e contem com o apoio da torcida. Caso contrários, protestos e cobranças virão em maior intensidade.

Saudações Coloradas.

#EspaçoColorado #Vininews #BrunoRodrigues
Brasileirão: Inter 0 x 1 Vitória - Crônica Brasileirão: Inter 0 x 1 Vitória - Crônica Reviewed by #BrunoRodrigues on 12:46:00 Rating: 5

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