Brasileirão: Inter 1 x 1 Santa Cruz - Crônica


O Internacional de 2016 é muito mais que imprevisível - melhor dizendo, o Internacional da era Píffero. Terminamos a crônica do jogo anterior, pela Copa do brasil com o seguinte: "Antes tem a "final" (sábado, às 18:30 hs) contra o Santa Cruz-PE no Beira Rio. Titulares descansados e jogadores - que atuaram contra o Atlético - habilitados para ser titular. Está nas mãos de Celso Roth, mas independente da escalação, vitória é obrigação."

Foi exatamente o que fizeram, só que o contrário. Os titulares - pelo menos os considerados que iniciaram o jogo- descasaram demais e estavam com extrema preguiça e os habilitados diante do Atlético-MG na suplência. Obrigação não cumprida e a culpa é, justamente, a mão de Celso Roth.

Inúmeras vezes criticamos - COM RAZÃO - as apresentações da lateral esquerda, que independente de quem estivesse atuando - Geferson ou Artur - sempre era o caminho para o adversário. Encontraram a solução, mandando ambos pra reserva e escalando Ceará na esquerda. Com William "voando" na direita, a defesa estava bem equilibrada, mesmo com os altos e baixos de Paulão e Ernando. Eis que Roth manda William para o meio campo e desmonta todo trabalho de reestruturação da defesa.

Primeiro: Com o retorno de Fernando Carvalho, os jogadores "apadrinhados" voltaram a atuar com mais frequência. Assim, a única solução para devolver Geferson ao time foi escalar William no meio campo e devolver Ceará à lateral direita.

Second: William jogou muito bem no meio. Tem velocidade, bom passe e cruzamento. Mas não é finalizador. Contra o Atlético-MG tivemos as melhores chances com bola rolando - com ele. Não converteu. Contra o Santa Cruz, perdeu a bola do jogo. Quer dizer, tiraram um dos melhores laterais do país de sua posição, para queimá-lo no meio e desguarnecer a defesa. É burrice, Teimosia e outras coisas além da compreensão.

Terceiro: Seria compreensível se não tivéssemos jogadores para a posição. Porém ficam de fora apenas Seijas, Valdivia, Sasha, Ferrareis e até Anderson. É revoltante ver tamanha incompetência esvaziar os cofres do clube. Se ganhassem por produção, alguns estariam devendo para o Clube.

Propriamente sobre o jogo, o começo foi bom. Gol logo cedo e mais 5 minutos de futebol. Depois pararam. Era apenas toques para o lado, sem contundência e vontade de ampliar. Então o Santa Cruz "acha" um gol, pelo lado esquerdo, sem muito trabalho, pois que atuava por ali era Geferson. Cruzamento e a zaga postada incorretamente. Empate e nenhuma reação posterior.

Eduardo Henrique, que tinha sido elogiado nos jogos da Copa do Brasil, comete faltas infantis, recebe os cartões e deixou o Inter com um a menos por mais de uma etapa do jogo. Contra o lanterna, perdido em campo, sem técnico, com salários atrasados. É muita falta de inteligência e capacidade. No reinício, aquele gás, com as alterações, mas nada que mudasse o placar.

Falando em Copa do Brasil, o que adiantou poupar os "titulares", escalar na zaga "o entregador" Alan Costa, descaracterizar o time e jogar fora a chance de disputar a final ? ¿ ?

Não tem jeito, quando se encontra um time "mais ou menos" aquela coisa que chamam de técnico vai lá e estraga o time. Nas rodadas finais, teremos apenas um adversário de menor expressão, mas que está em melhor situação. Contra adversários mais fortes, com camisas mais tradicionais é que decidirão o futuro do Inter para 2017. Lamentável a situação que colocaram o Clube do Povo.

Resumindo o duelo contra o Santa Cruz: Simplesmente conseguiram "perder" para um dos piores times da história do Brasileirão - pelo menos na era dos pontos corridos.

Saudações Coloradas.


Brasileirão: Inter 1 x 1 Santa Cruz - Crônica Brasileirão: Inter 1 x 1 Santa Cruz - Crônica Reviewed by #BrunoRodrigues on 13:15:00 Rating: 5

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