Fórmula 1: GP de Abu Dhabi
Aos 31 anos, Nico Rosberg, colocou seu nome na seleta lista de campeões mundiais de Fórmula 1. O alemão conquistou o título mundial com apenas cinco pontos de vantagem para Hamilton (385 x 380) e se tornou o segundo filho de campeão a também ser levantar a taça. Filho de Keke Rosberg, dono do título de 1982, ele repetiu o feito de Damon Hill, cujo pai era o bicampeão Graham Hill.
Longe de ser um piloto excepcional, Rosberg foi constante. Não venceu mais que Hamilton, não teve tanta badalação e destaque que o companheiro, mas no final triunfou e levou a taça. Claro que a missão era fácil, visto que precisava apenas do terceiro lugar e contava com uma super Mercedes nas mãos.
O que não contavam era com a estratégia de Hamilton. Se Rosberg corria com o regulamento embaixo do braço, Lewis tratou de dar emoção ao final da prova e campeonato. Após largar com tranquilidade e manter a primeira posição, tratou de segurar o ritmo até que Rosberg chegasse e logo depois a Ferrari de Vettel e a RBR de Verstappen.
Era a unica opção de Hamilton, pois se andasse rápido, nem mesmo Rosberg conseguiria acompanhar seu ritmo. Venceria fácil, de ponta a ponta. Porém Rosberg chegaria com a mesma facilidade em segundo, garantindo a dobradinha e - consequentemente - o título.
O alemão manteve a frieza e mesmo sobre pressão conseguiu manter-se firme até o final. Na foto de chegada, os quatro carros apareceram, visto tamanha quebra de ritmo de Hamilton. A Mercedes chegou a reclamar e mandar Hamilton andar mais rápido, mas este não obedeceu. Foi falado até em punição, mas deve ser apenas para gerar discussão e repercussão.
A corrida marcou também a despedida de Felipe Massa e Jenson Button da Fórmula 1. O brasileiro da Williams deu adeus à categoria com um nono lugar. O britânico da McLaren, porém, despediu-se de forma melancólica, com uma quebra de suspensão.
Felipe Nasr não pôde fazer muita coisa devido às limitações do carro da Sauber. Nasr encerrou o ano com a 16ª colocação e com a incerteza pairando no ar. Sem muitas opções de equipe e sem renovação com a Saber, o futuro do brasileiro ainda é incerto para 2017.
A Classificação final do Campeonato ficou assim:
Construtores:
Mercedes disparada na frente e RBR com boa folga para o terceiro (Ferrari). O segundo posto que era para ser disputado não foi devido a inconstância de Vettel, que, por muitas vezes, não concluiu as corridas. Caso contrário, poderia ter sido mais apertada a disputada.
Logo abaixo a Force Índia, que era a grande adversária da Williams. Para equipes de meio de pelotão, uma vantagem considerável, visto a pequena diferença de pontos. Para quem puxava tanto para a Williams uma tremenda decepção. Claro que nós, que somos imparciais e citamos apenas os fatos, nunca vimos superioridade que merecesse destaque.
Pilotos:
No mundial de pilotos vantagem enorme da dupla da Mercedes - com o merecido título de Rosberg. Após as RBR's. Pelo menos seria o normal, mas Vettel ficou entre eles. Se não fosse o fato citado acima, poderia estar tranquilamente em terceiro.
Verstappen aprontou bastante durante a temporada e ficou com a quinta posição. Mesmo sendo um piloto arrojado, ainda tem muito o que crescer. Precisa usar um pouco mais de inteligência, trabalhar com estratégias e não por em risco a corrida de companheiros. Por muitas vezes mostrou-se irresponsável e parece não ter ninguém à aconselha-lo.
Destaque também para Alonso, que terminou o ano em décimo. Mesmo tendo que levar o carro nas costas ainda ficou a frente de Felipe Massa, que contava com a super Williams. Carro faz muita diferença, mas o piloto ainda é a peça que merece todos os elogios.
Agora é férias, comemorações, negociações e especulações. O regulamento mudará, corridas ainda precisam ser confirmadas - como por exemplo Interlagos - e a nova acionista majoritária começará a dar as cartas. Só esperamos que Felipe Nasr consiga uma vaga, pois, pior que ver um brasileiro em equipe pequena de Fórmula 1 é não termos nenhum no grid.
Fórmula 1: GP de Abu Dhabi
Reviewed by #BrunoRodrigues
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23:04:00
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