Fernandão
Foi um sábado de grande tristeza para a Nação Colorada. Não há “Pele-Vermelha” que não esteja de luto. O eterno capitão, que levantou as principais taças pelo Inter, nos deixa prematuramente, com apenas 36 anos, momentos antes do início da Copa do Mundo. A tristeza que nos toma conta é aliviada pela certeza de que “O Pai” sabe o que faz, pois #DeusEhMaior.
O momento de profundo pesar nos faz lembrar de tudo que Fernando Lúcio da Costa fez pelo nosso Colorado, como jogador, principalmente , diretor executivo e treinador.
Quando atuava pelo Clube do Povo, Fernandão, fazia história a cada jogo, desde a sua estréia – marcando o gol 1000 em greNAIS – até sua consagração com a conquista do Mundial de Clubes – passando pelos títulos gaúchos, Libertadores, etc. Era um jogador comprometido com o time e com a busca pela vitória, não importando se tivesse que atuar como atacante ou meio-campo, o que importava era ajudar a equipe. Assim como foi na final do Mundial, onde teve mais função defensiva do que preocupações com o ataque. Mas tudo em busca de algo maior – sempre.
Fernandão só deixou o Inter devido a proposta milionária e irrecusável do Al-Gharafa - do Qatar. Mas como grande ídolo retornou ao Clube do Povo para uma nova função. E foi como Diretor Executivo que Fernandão “vestiu” novamente a Camisa do Inter. Mas sua vontade mesmo era estar “dentro” do campo e quando surgiu a oportunidade, largou o cargo e foi treinar o time.
E foi como treinador que Fernandão voltou a demonstrar todo seu amor e vontade de ver o Inter vencer. Tentou sacudir o acomodado time e cutucou até a diretoria, com a intenção de mostrar à torcida e aos sócios tudo que estava ocorrendo de errado no Clube. E foi aí que surgiu um movimento interno que tentou derrubar o então Técnico Colorado. Mesmo assim, Fernandão continuou lutando pelo bem do time, chegando a decretar o “final da zona de conforto” de certos jogadores badalados, que se não voltassem a jogar seriam substituídos por jogadores que estivessem com vontade de vencer – não apenas receber seus grandes salários.
Infelizmente, Fernandão não conseguiu botar o time nos eixos e os resultados não vieram. Resultado: Demissão do técnico-ídolo e manutenção dos jogadores acomodados. Isto por que também estava bom para a diretoria, que devido a sua incompetência não sabia o que fazer e nem como dar as “armas” necessárias ao ídolo.
E este foi o maior gesto de amor do ídolo Colorado para com o Clube do Povo, onde ele deu a “cara para bater” e buscou por forças próprias bater de frente com diretoria, carregando sobre os ombros tudo de ruim que estava ocorrendo no Clube – mesmo sem ter culpa, nem participação nos atos que levaram o Inter a se tornar um time acomodado e recordista de empates.
A inauguração do Beira Rio – em abril deste ano – foi a última “passagem” do ídolo pelo Clube. Foi um dos mestres de cerimônia e cantou junto os Cantos da Torcida – assim como foi na conquista da Libertadores 2006. Que sua voz continue ecoando na história do Internacional.
Saudações Coloradas.
Fernandão
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