Gauchão: Juventude 1 x 0 INTER
Mais uma vez o Inter prioriza a Libertadores e manda a campo um time reserva, sem entrosamento, sem ritmo de jogo e sem contar com a sorte. Resultado: Primeira derrota no Gauchão 2015.
Como bem sabemos o time titular, principalmente o setor defensivo, está bem desentrosado e sem ritmo de jogo, sofrendo gols em todas as partidas e sendo facilmente envolvido pelo adversário. Aguirre parece não ter identificado tal problema e resolve poupar todo o time, ao invés de botar o time pra jogar e ganhar ritmo, consistência e padrão de jogo.
Quanto ao jogo em si, temos apenas 3 destaques: A estréia de Lisandro Lopez, a patada de Muriel e o uniforme do Juvenal.
Fala-se na imprensa que o uniforme laranja do Juventude tem trazido sorte e por essa razão, o time está invicto desde que adotou o alternativo. Não são as cores, nem os nomes que fazem um time vencedor, é o trabalho sério e bem planejado. Claro que contra o Inter teve aquela entregada do goleiro Colorado, mas mesmo assim devemos destacar a vontade e disposição tática do time da serra.
No mesmo não podemos dizer do Inter e certos jogadores. Nosso goleiro, por exemplo, é protagonista de um filme que corre ladeira abaixo. Era titular, perdeu a vaga para Dida e este perdeu para Alisson. Quando tem a chance de mostrar serviço, entra em campo dormindo e dá de presente um pênalti para um time que só se defende. Como sofrer gol de um time muito inferior que joga no 3-6-1 ? ? ?
Lisandro mostrou que entende do assunto e que - assim como ocorreu com Freitas - pode ser a salvação do setor. Claro que para isso o time deve jogar com maior compactação e com mais presença de ataque. Se deixar isolado na frente como ocorre com Nilmar não há jogador que se de bem contra 3 ou 4 defensores.
Não credito que vou citar isso, mas verdade seja dita: o Inter melhorou um bocado com a entrada de Rafael Moura na companhia de Lisandro. Com dois jogadores de ataque - ou 1 e meio, como queiram - o Colorado teve mais presença e até chegou a criar algumas jogadas contra a compactada defesa do Juventude. Claro que Rafael Moura não é o jogador que fará companhia a Lisandro no ataque, nem no Gauchão, muito menos na Libertadores, mas um plano B sempre deve estar em pauta para um técnico sério que entende de futebol.
Seguimos com alguns jogadores fora (D'Alessandro, Anderson, Aránguiz e Nilmar) para o próximo confronto (quarta-feira contra o Aimoré), mas por ser um jogo em casa espero que tenhamos alguns titulares em campo para ver se mostram serviço - principalmente a defesa.
Veremos como Aguirre procederá frente aos desfalques, pois no próximo confronto da Libertadores é o decisivo para a certeza de classificação às oitavas. O Inter ainda tem muito que evoluir e sabemos que tem jogadores de capacidade para isto, mas o tempo está se esgotando e o time ainda não apresentou bom jogo, nem resultado. Que toda essa experimentação de Aguirre, por fazer algo diferente, dê fruto o quanto antes, pois paciência é uma das coisas que não se vê no futebol brasileiro - principalmente com técnicos.
Saudações Coloradas.
Gauchão: Juventude 1 x 0 INTER
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