Fórmula 1: GP de Mônaco


As ruas do principado de Mônaco sempre fizeram história na Fórmula 1. E ontem não foi diferente. Quando tudo se encaminhava para uma vitória tranqüila de Hamilton, quiseram os deuses do automobilismo que Rosberg entrasse pra história como um dos maiores vencedores do grande prêmio, com 3 vitórias consecutivas - feito conseguido apenas por Graham Hill, Alain Prost e Ayrton Senna, que detêm o recorde máximo com cinco vitórias seguidas.

A vitória ainda fez Rosberg encostar em Hamilton no Mundial de Pilotos. Após seis etapas ele tem 116 pontos, contra 126 do inglês, que ainda lidera o campeonato. Na seqüência aparecem os dois carros da Ferrari (com Vettel e Kimi) e Williams (Bottas e Massa).

A McLaren marcou seus primeiros pontos na temporada e segue no desenvolvimento de seu carro. Button foi o responsável com o oitavo lugar, enquanto que, Alonso abandonou. Os brasileiros fizeram seus papeis de sempre. Massa se enroscou na largada e, como sempre a culpa é do outro, creditou a isso sua péssima corrida. Claro que se tivesse feito uma melhor classificação não teria largado no meio da confusão. Se bem que aí haveria outra desculpa qualquer. Por outro lado Nasr largou bem, ganhando duas posições, e se manteve constante, herdando posições e marcando seus primeiros ponto em Mônaco com a 9ª colocação. Agora ele tem 16 pontos na temporada e começa a chamar atenção das equipes grandes.

O xis da questão, que culminou na vitória de Rosberg e a trapalhada da Mercedes com Hamilton foi o acidente envolvendo Max Verstappen e Romain Grosjean. Toda aquela conversa de que o garoto se precipitou, que foi imprudente e tudo mais não passa de conversa fiada. Se não há ultrapassagens, brigas e disputas por posição reclamam que a categoria é monótona e sem graça, quando se vê alguém tentando fazer diferente é critica.

Considero um “acidente normal de corrida”. Grosjean vinha balançando na frente pra impedir a ultrapassagem e Verstappen partiu pra cima e os dois colidiram. Ponto. Foi isso que aconteceu. De forma alguma estou dizendo que o piloto da Lotus deveria ter facilitado, mas corrida de automóveis é isso aí, não se tem muitas opções – menos ainda em Mônaco.

Outro ponto que foi citado foi a malandragem de Max ao se aproveitas das bandeiras azuis. Já vi comentários de que deveria ser proibido tais manobras, pois se o carro da frente “abre” é somente para os líderes passarem e tal. Digo que o garoto está certo e tem mais é que se aproveitar dessa regra inútil. Deixa os caras correrem, se alcançar passa como se fosse concorrente direto pela posição e pronto. Acaba com essa palhaçada. Afinal os últimos não estão ali por que querem ou para atrapalhar, estão ali por “n” circunstâncias.

Isso me lembra o “choro” de Vettel nos tempos de RBR. Usava o DRS pra ultrapassar e tudo bem, quando era ultrapassado era injusto. O mesmo vem ocorrendo como “mimado” Hamilton. O cara reclama de tudo, parece aquela história do dono da bola, se não for como ele quer está tudo errado.
Com o acidente de Verstappen e Grosjean, a Mercedes chamou Hamilton para os boxes para troca de pneus – aproveitando a entrada do carro de segurança. Só que não deu tempo de voltar em primeiro , pior ainda, tentou burlar a regra e entrar na frente da Ferrari de Vettel. Será que Hamilton está se achando ? ? ?

Já como exemplo de esportividade tivemos a RBR. A equipe pediu para Kvyat abrir caminho, para que Riccardo, que estava com pneus supermacios, tentasse passar Hamilton. Como o australiano não conseguiu, o time austríaco pediu para seus pilotos inverterem as posições novamente no fim. Grande exemplo pra os “mimados” da categoria.

A próxima etapa será no dia 7 de junho no Canadá.
Fórmula 1: GP de Mônaco Fórmula 1: GP de Mônaco Reviewed by #BrunoRodrigues on 15:55:00 Rating: 5

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