Brasileirão: Figueirense 3 x 2 Inter
Atuando com apenas uma modificação, em relação ao jogo passado, o Inter de Argel não foi o mesmo, não conseguiu lembrar aquele time que venceu o Atlético-MG e foi superado pelo Figueirense, principalmente pelos erros bobos cometidos ao longo do jogo. Derrota que custou a liderança isolada do Brasileirão e que pesa mais por ser contra um adversário muito inferior, que não tem muitas pretensões na competição.
Um time que luta pela liderança não pode perder pontos dessa forma. Ainda mais perdendo várias e várias chances. Os gols perdidos fizeram muita falta no resultado final do presente jogo e poderão fazer ao logo da competição - principalmente no campo psicológico. Ainda é cedo para muitas afirmações, mas que era jogo para sair com os três pontos, isso era - indiscutivelmente.
O que até então era destaque da equipe, dessa vez foi um terror. A consistência defensiva foi destaque até na mídia especializada, sendo considerada uma das grandes armas do time de Argel. Mas contra o Figueirense, um terrível. Também não se sabe por que o técnico deixou de se preocupar com a defesa, deixando-a frágil e desprotegida - e agravando o caso com as substituições.
A primeira coisa que se pensa é que deixou-se de lado a humildade e reconhecimento de que não temos um super-time, e que pode-se abdicar da consistência defensiva sem muitos problemas. O resultado prova que não, que precisamos manter os pés no chão e jogar com mais sabedoria. Argel só pensou em atacar e ganhar, mas esqueceu que do outro lado tinha um com disposição em dobro, querendo o resultado como uma "vingança" por ter sido treinador da equipe Catarinense.
Quanto a arbitragem, erro no pênalti, etc, não temos muito o que comentar. O cidadão marcou e nada pode ser feito ao contrário. Claro que é no mínimo estranho o mesmo árbitro apitar duas partidas do Inter e distribuir cartões amarelos para o time inteiro. Neste jogo, o Figueirense bateu bastante, e levou apenas três cartões. E olha que teve várias faltas duras, sem bola e de muita imprudência. Fica a questão, de um árbitro paulista apitar os tantos jogos do Inter, no momento em que o Clube do Povo disputa a liderança da competição contra um time paulista.
Mas se o time joga, como foi na rodada passada, não há árbitro que possa influenciar no resultado. Como o time não correspondeu, acabou prejudicado e é vida que segue. Agora que todos estão "ligados" nesse tipo de armação, com certeza vão dar um tempo, mas é - infelizmente - prática corriqueira em nosso país - corrupção na política, no esporte, etc, etc...
No que se refere a atuação da equipe, temos poucos destaques e muitas decepções. Na defesa, Artur não se encontrou em campo, foi facilmente envolvido pelo adversário e pouco ajudou no ataque. Ficou um jogo fora e voltou com um desânimo preocupante. A dupla de volantes deixou muitos espaços e não mostrou-se bem entrosada. Até tentaram o ataque, mas pecaram na defesa.
No meio campo, Alex mostrou sua importância para o time, com passes precisos e decisivos. Só faltou o aproveitamento dos atacantes, como foi naquele lance do Vitinho, que poderia ter "abrido" o placar e dado outro rumo ao confronto. Pena Alex não render as dua etapas e Anderson entrar e não mostrar nada. Se conseguisse acrescentar - como foi na rodada passada - o comportamento do time teria sido outro.
Sasha apanhou bastante e não mostrou muita coisa. Mesmo assim, é sempre muito importante taticamente, cumprindo sua função e ajudando a equipe. Vitinho, por sua vez, foi o destaque principal. Marcou um golaço e mostrou oportunismo no outro. É isso que se espera de um atacante. Se a defesa e meio fizerem sua parte e com o ataque "afiado" a chance de sucesso é bastante elevada.
Mesmo já marcando gols decisivos e importantes, dessa vez Aylon decepcionou. De forma alguma poderia ter perdido aquele gol, que seria o empate e garantiria a liderança isolada. Podem dizer que ele não esperava a falha do goleiro e por isso não marcou. Mas é aí que está o diferencial, atacante, centro-avante, deve estar sempre "ligado" e aproveitar as falhas da zaga e goleiro. Só no fazer isso - o básico - já teia a titularidade assegurada. E como não temos visto, compreende-se a busca da diretoria por um Camisa 9.
Na próxima rodada, o adversário será o Coritiba, no Couto Pereira. Contra o Figueirense era obrigação vencer e não aconteceu, agora contra o Coxa esperaremos pra ver.
Saudações Coloradas
Ficha Técnica:
Figueirense (3): Thiago Rodrigues; Ayrton, Marquinhos, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Elicarlos (Jackson Caucaia), Ferrugem, Bady e Ermel (Everton Santos); Lins (Guilherme Queiroz) e Rafael Moura. Técnico: Vinícius Eutrópio
Internacional (2): Danilo Fernandes; William, Paulão (Andrigo), Ernando e Artur; Rodrigo Dourado, Fabinho, Gustavo Ferrareis (Aylon) e Alex (Anderson); Eduardo Sasha e Vitinho. Técnico: Argel
Gols: Bady (F), aos 40 do primeiro tempo; Vitinho (I), aos 22 minutos do segundo tempo; Ferrugem (F), aos 28 minutos do segundo tempo; Bady (F), aos 35 minutos do segundo tempo; Vitinho (I), aos 37 minutos do segundo tempo.
Local: estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)
Arbitragem: Luiz Flávio de Oliveira, auxiliado por Emerson de Carvalho, Alberto Poletto Masseira (trio paulista)
Cartões amarelos: Rafael Moura, Ayrton e Guilherme (F)
Brasileirão: Figueirense 3 x 2 Inter
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