Com Daniel Ricciardo, Renault Quer Ser Gigante


A Renault está cada vez mais consolidada como principal força do pelotão intermediário da F1 – mesmo com as ameaças da Haas, a equipe parece ter a faca e o queijo na mão para garantir o quarto lugar no Mundial de Construtores. Com isso se confirmando, a equipe francesa vai poder ver o copo meio cheio ou meio vazio: existe a felicidade de evoluir, assim como a tristeza de perceber que as brigas com Mercedes, Ferrari e Red Bull ainda são uma realidade distante.

Isso porque ser a quarta melhor equipe do grid não significa muito em um campeonato com um abismo entre o top-3 e o resto. Prova disso é que, em treinos de classificação, Nico Hülkenberg e Carlos Sainz Jr. são frequentemente entre 1,5% e 2% mais lentos do que o tempo do pole, cenário que pouco varia de circuito para circuito. Como referência, a deficitária Red Bull consegue voltas rápidas 0,8% pior em média. Em ritmo puro, a equipe francesa ainda tem muito trabalho pela frente antes de sequer começar a lutar contra a pior equipe de ponta.

Talvez o mais chocante é que, no papel, a Renault tem tudo que se pediria de uma equipe grandiosa. O carro está evoluindo gradualmente desde 2016 e a dupla de pilotos é forte – Nico Hülkenberg e Carlos Sainz Jr. já são dignos de elogios, e inclua aí a contratação de peso de Daniel Ricciardo. Em teoria, os franceses têm tudo. Na prática, ainda falta seguir escalando até deixar o rótulo de equipe intermediária.


Prova da limitação é que o quinto lugar no GP da Alemanha, que não chega nem a ser o melhor resultado da carreira de Hülkenberg, foi comemorado como vitória – porque ajuda na ainda não resolvida briga com a Haas.

“Foi um resultado excelente. Não só para mim, como também para a equipe”, considerou. “Foi o meu melhor resultado com a Renault. É algo que traz motivação e é encorajador. Mas estamos tendo muita dificuldade para defender o quarto posto no campeonato. Acho que a equipe está em um bom caminho. Mas ainda temos muitas pequenas coisas para acertar, como a parte aerodinâmica, mecânica, o ritmo e a velocidade. São pequenos detalhes que fazem muita diferença”, apontou.

O alento para a Renault é que dinheiro não falta. Tempo também não. A fábrica já se preparava desde a compra da Lotus para uma evolução que consome tanto, e em tantos aspectos. A boa notícia é que é possível: com Ricciardo, Hülkenberg, um carro cada vez melhor e força de vontade, como não acreditar em uma Renault tão forte quanto Mercedes, Ferrari e Red Bull?

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Com Daniel Ricciardo, Renault Quer Ser Gigante Com Daniel Ricciardo, Renault Quer Ser Gigante Reviewed by #BrunoRodrigues on 10:54:00 Rating: 5

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