Fórmula 1: GP da Espanha
O Grande Prêmio da Espanha de 2016 poderia entrar para a história caso houvesse um triunfo de uma Mercedes, que igualaria o recorde de 11 vitória seguidas da McLaren em 1988. Contudo, o que fica na história é o feito de Max Verstappen, que, aos 18 anos, em sua estreia na RBR, tornou-se o piloto mais jovem a vencer na categoria (recorde que pertencia a Sebastian Vettel, vencedor do GP da Itália de 2008, aos 21 anos).
A vida do garoto foi facilitada - em partes - pelo acidente das Mercedes na primeira volta. Hamilton largou na frente mas foi superado por Rosberg, que, ao tentar retomar a posição, colidiu com o companheiro, tirando ambos da corrida. Verstappen também contou com a sorte, pois Riccardo teve um pneu furado e abandonou a disputa, e competência, na estratégia e na pista, quando foi preciso segurar as investidas de Raikkonen.
Os brasileiros não fizeram uma boa qualificação e muito menos uma boa corrida. Nasr não tem carro, a equipe não tem dinheiro para investir - a ponto de não participar dos teste - e segue com seu tormento. É mais um brasileiro que não conta com a sorte em negociações e equipes. Ao contrário de Massa, que tem carro e não competência. Ganhou as posições das equipes menores e parou por ali, sem muito o que se elogiar.
Quando citei a falta de sorte de Nasr, me referi a incapacidade do empresário de conseguir uma vaga de segundo piloto em uma equipe grande. O "cidadão" já é conhecido, por empresariar outros pilotos e com eles fez bons negócios, sobrando o brasileiro que chegou a categoria com méritos, fez boa estreia e boas corridas - dentro das possibilidades do carro - e agora "corre ladeira abaixo" com a falta de patrocínio da equipe. Ficar estagnado na Fórmula 1 é o mesmo que regredir, pois todas as outras equipes evoluem e apresentam novas alternativas aerodinâmicas e equipamentos.
Verstappen assumiu o posto de segundo piloto da RBR após a equipe austríaca rebaixar Daniil Kvyat, que havia se comportado de forma anti-desportiva nas corridas passadas e ser merecidamente "castigado". Em seu retorno à STR, o russo foi apenas o 10° colocado. Enquanto isso, o promovido Verstappen, estabelecia vários recordes. Além de ser o piloto mais jovem a vencer, tornou-se também o mais jovem a liderar e subir ao pódio. Foi também o primeiro Holandês a vencer na categoria. Aposta acertada da equipe, sorte e competência.
- É um sentimento muito especial. Claro que eu não esperava vencer. Após a dupla da Mercedes bater, eu mirava um pódio. Mas no fim, terminar no topo é incrível. Ouvir o hino nacional da Holanda pela primeira vez na F1 me faz pensar no meu pai. Ouvi dizer que ele chorou. Ele investiu muito em mim e essa conquista é graças a ele - disse Max.
Rosberg segue no topo da tabela da temporada 2016, com 100 pontos. Hamilton, parou nos 57 pontos e foi ultrapassado por Kimi Raikkonen, novo vice-líder, com 61. A Fórmula 1 tem uma semana de folga e retorna no dia 29 de maio, com GP de Mônaco.
Fórmula 1: GP da Espanha
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