Brasileirão: Inter 0 x 0 Chapecoense


O Inter de Argel estreou no Brasileirão como supremo campeão do Rio Grande do Sul, contra o atual campeão Catarinense. Duelo de Campeões e empate, resultado justo. Absolutamente não. Vencedores, sim, mas em torneios, níveis e pretensões completamente diferentes. Dessa forma, o empate teve sabor de derrota e não há como não considerar um tropeço do Clube do Povo.

A Chapecoense inicia o brasileirão 2016 com um único propósito: Permanecer na Série A. Já o Internacional, Hexa-Campeão Gaúcho, Campeão de Tudo e Único Campeão Invicto do Brasileirão, almeja o Tetra e acabar com esse enorme jejum. Tem time, tem elenco e tem reforços chegando. Só falta um técnico que saiba o que fazer com o elenco que tem nas mãos.

O jogo demonstrou desde os primeiros minutos como seria toda jornada: Chape no campo de defesa, fechada, sem pressa e capacidade e o Inter no ataque, trabalhando a bola em busca de espaços para marcar. A Chape jogaria nos erros do Inter e tentaria surpreender nos contra-ataques.

Assim se desenhou quase todo o jogo. Contudo, o Inter abusou dos passes errados e criou várias chances para o adversário. Também abusou das bolas alçadas na área. Mesmo com Aylon em campo - em tese centroavante - pouco perigo resultou, apenas no início da partida em que Artur cruzou com perfeição e Aylon desperdiçou. Do resto, ou a zaga afastava ou o goleiro ficava com a bola.

Mas o que realmente fez falta foi um armador, que pensasse o jogo e fizesse a gurizada correr. Andrigo, que deveria fazer essa função, estava sumido em boa parte da primeira etapa. O mesmo aconteceu com Vitinho, que "não retornou do intervalo". Argel então tira o único jogador de criação e manda a campo jogadores que atuam pelos lados. Resultado: Cinco jogadores na linha da grande área da Chapecoense e ninguém para armar uma jogada. Sobrava para os volantes e o zagueiro Paulão, que não acertou um lançamento e ainda perdeu o pênalti.

Mesmo que queira, por mais otimista que seja, não há um argumento válido para defender o técnico Colorado. Dizer que pelo menos não sofreu gol é mais absurdo ainda, pois a Chapecoense atacou em rara ocasiões. E quando o Inter fica com um jogador a mais em campo, Argel desmonta a formação, desloca jogadores para outras posições e até se acharem em campo acabou o jogo. Tirar um volante "não pode", mas tirar o centroavante e deixar o time sem ninguém na área - mesmo vendo que de 3 jogadas 5 eram cruzamento - "pode", sem problemas.

Ai tem a desculpa que precisa de reforços, que falta um homem de área, camisa 9 de ofício, blá, blá, blá. Se não tem jogador com essa característica e dependendo das circunstâncias do jogo, joga com o que tem. Jogadas de triangulação, ultrapassagens, tabelas ou alguma jogada ensaiada nas bolas paradas, faz tempo que não vemos. E olha que o Inter tem um elenco qualificado...

Outro detalhe pouco explorado, são as opções de Argel quanto aos suplentes. Não há alternativas para mudar um esquema tático e mesmo que continue no mesmo sobra em algumas posições e falta em outras. Bruno Baio que seria a alternativa mais acertada para o que o jogo se desenhava, faz tempo que não é relacionado, pois não aproveitou as poucas oportunidades que teve. Alex, que poderia reger o meio campo, também fora. Sem contar a falta de pontaria e força nos chutes. Nas raras ocasiões que acertaram o gol foi mais um recuo que um chute. No rebote do pênalti que o diga.

Veremos o que resultará das especulações e jogadores vinculados ao clube - ou quase lá. São os casos de Brenner, que infelizmente se machucou no Gauchão - ainda no Juventude; do argentino Ariel Nahuelpan, ex Pachuca-MEX que ainda tem problemas burocráticos para se oficialmente confirmado e Maurides, que retorna de empréstimo.

Se, em tese, o Inter jogou no 4-3-3, faltou jogar no 4-5-1. Este defensivamente e aquele no ataque. Não o fez e Vitinho e Sasha ficaram perdidos e isolados nas laterais, sobrecarregando os volantes e forçando Andrigo a ajudar na marcação. Sem meio, sem armação, o prejuízo é grande - como vimos neste entediante jogo contra a Chapecoense. Sempre deve haver preocupação defensiva, mas que o medo de perder não seja superior a vontade de vencer.

Na próxima rodada (domingo 22/05) o adversário será o São Paulo, fora de casa.


Saudações Coloradas.





Ficha Técnica:

Internacional (0): Alisson, William, Paulão, Ernando e Artur (Gustavo Ferrareis, aos 32min do 2º tempo); Fernando Bob, Fabinho, Andrigo (Alisson Farias, aos 37min do 2º tempo) e Sasha; Vitinho e Aylon (Marquinhos, aos 20min do 2º tempo). Técnico: Argel.

Chapecoense (0): Danilo; Cláudio Winck, Marcelo, William Thiego e Dener; Josimar, Gil, Cleber Santana e Lucas Gomes (Silvinho); Bruno Rangel (Rafael Lima) e Ananias (Lourency). Técnico: Guto Ferreira.

Cartões amarelos: Vitinho, William, Andrigo (I); William Thiego, Josimar, Cléber Santana, Gil (C). Epulsão: William Thiego (C).

Público total: 12.092 (Pagantes: 10.314; Menores: 327; Não pagantes: 1.451). Renda: R$ 350.215,00.

Arbitragem: Nielson Nogueira Dias (PE), auxiliado por Bruno Boschilia (PR) e Clovis Amaral da Silva (PE).

Local: Beira-Rio.
Brasileirão: Inter 0 x 0 Chapecoense Brasileirão: Inter 0 x 0 Chapecoense Reviewed by #BrunoRodrigues on 13:59:00 Rating: 5

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