Fórmula 1: GP do Brasil
O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 foi, com certeza, a prova mais caótica da atual temporada. A imprevisível chuva de um tom completamente incerto, onde as equipes arriscavam estratégias, sem a mínima noção do que aconteceria em 10 ou 20 minutos. A direção de prova também influenciou, permitindo reinício de corrida ainda com a pista muito molhada e gerando vários acidentes, onde deram sorte e a mão de Deus não permitiu maiores consequências.
A largada fora do tradicional formato desagrada quase que a totalidade dos fãs. Mas nesse caso, com muita chuva, há que se preservara a integridade dos pilotos. Apesar da provar se tornar longa, devido as paradas, foi a decisão acertada, as vezes até demorando a sinalizar a bandeira vermelha.
Com a ocorrência frequente de carros aquaplanando e a nuvem de água que se forma é mesmo muito arriscado, pois vimos acidentes na entrada da reta e boxes que poderiam ter gerado consequências sérias. Ao bater e atravessar a pista com pouca visibilidade a probabilidade de acidentes graves é enorme. Tiveram muito mais sorte que juízo.
Felipe Massa se despede da F1 no Brasil sem conseguir completar a prova. O que geral certa divisão de opiniões é ver a geradora de transmissão puxar no saco descaradamente. Sempre desculpando as trapalhadas do veterano piloto da Willliams. Se larga no meio do pelotão, atrás de carros inferiores é por que foi atrapalhado, se não consegue ultrapassagens, mesmo com carro superior, o piloto da frente é o culpado, se está andando pouco é para poupar equipamento, se está andando mais é para arriscar e mostrar serviço, só que aí ocorre saídas de pista e batidas - como foi hoje.
Diziam, Massa está voando com pneus intermediários. Voou tanto que achou o muro. Aí não é culpa do piloto, é culpa da chuva, e blá, blá, blá. A mesma coisa quando dizem que deveria ter uma vitória a mais em Interlagos, que deu a vitória para Raikkonen ser campeão. Mas qual o motivo? Por contrato? Camaradagem? Simplesmente por que estava sendo pago para isso. Quer dizer, não importa ganhar ou perder. Se ocorrer é bônus. O que mporta é o dinheiro. Então não vejo como mérito do brasileiro.
Por outro lado Felipe Nasr, manteve-se na pista, enquanto outros rodavam, saíam fora, erravam estratégia de pneus e chegou a figurar no pelotão da frente. Com a entrada do carro de segurança, os outros carros, infinitamente melhor que a Sauber, chegaram perto e aí não tinha muito o que fazer. Conseguiu o Nono lugar e garantiu uma boa grana para a equipe - que até pouco tempo atrás estava sabotando seu carro em favor de Ericsson.
Hamilton venceu a primeira em Interlagos e de quebra ultrapassou Alain Prost. Vitória fácil, de ponta a ponta, sem problemas. Adiou a comemoração e conquista do campeonato por parte de seu companheiro de Mercedes Rosberg. Este por sua vez teve a vida facilitada pelo erro de estratégia da RBR, que trocou os pneus de Vertappen - de chuva para intermediário - e não obteve sucesso, visto que a chuva não deu trégua. Assim, Rosberg conquistou o segundo lugar no pódio e necessita apenas de um terceiro lugar na corrida derradeira para se sagrar campeão. É aquela história de ter o regulamento a seu favor. Pouco importa - para ele - se Hamilton vem batendo recordes, o importante é sagrar-se campão. Ano que vem é outra história.
Como não poderíamos deixar de comentar, muito bonita a homenagem das equipes para Felipe Massa. O brasileiro foi aplaudido ao percorrer os boxes após sua batida. Foi o reconhecimento das equipes para o "ótimo" segundo piloto que foi.
Agora temos duas semanas até a decisão. Abu Dhabi, suas longas retas e atrativos "naturais", será palco da comemoração do Campeão 2016. Hamilton ou Rosberg ? ¿ ?
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Reviewed by #BrunoRodrigues
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21:37:00
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